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A cidade italiana que paga até R$ 400 mil para você morar lá: conheça as regras e os segredos por trás da oferta

Santo Stefano di Sessanio busca combater o despovoamento com incentivos financeiros, mas a mudança exige coragem para enfrentar o isolamento e o frio rigoroso.


Você largaria a sua vida agitada no Brasil para morar numa aldeia medieval na Itália, recebendo até 75 mil euros para isso? O que parece uma notícia fantasiosa é, na verdade, uma medida de sobrevivência adotada por Santo Stefano di Sessanio, uma charmosa vila nas montanhas da região de Abruzzo, que conta com pouco mais de 100 habitantes.

Para combater o rápido envelhecimento da população e o êxodo de jovens para as grandes metrópoles, a prefeitura local criou um pacote de incentivos agressivo. Os selecionados recebem uma bolsa anual de até 8 mil euros durante três anos apenas para residir no local, além de um aporte de até 20 mil euros para abrir um negócio, totalizando valores que ultrapassam os R$ 400 mil na cotação atual, somados a um aluguel simbólico.

No entanto, a oferta esconde desafios que explicam por que ainda há vagas abertas. O isolamento é o principal deles. A cidade fica distante de grandes centros comerciais e hospitais, exigindo o uso de carro para tarefas básicas, além de enfrentar um inverno rigoroso com nevascas constantes.

Para os brasileiros interessados, há restrições importantes: o programa exige que o candidato tenha menos de 40 anos e seja cidadão da União Europeia ou tenha condições legais de obter residência na Itália (como a dupla cidadania). É um projeto de vida que oferece segurança absoluta e paz, mas cobra o preço da solidão. E você, teria coragem de fazer as malas?


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