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Casa cai para “Zóio”: líder de quadrilha de extorsão é preso no Aeroporto de Guarulhos

26 de jun.
2 min de leitura

Apontado como chefe de associação criminosa, suspeito de 40 anos foi detido durante a Operação Rapere 2 enquanto, segundo a polícia, aguardava novas vítimas no terminal.


Um homem de 40 anos, conhecido pelo apelido de “Zóio”, foi preso nesta sexta-feira (26) no Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo. Ele é apontado pela Polícia Civil como líder de uma associação criminosa responsável por extorquir passageiros no terminal, um dos mais movimentados do país.

A prisão ocorreu durante a Operação Rapere 2, desdobramento da investigação iniciada na semana passada contra o grupo conhecido como “arrastadores”. De acordo com a polícia, o suspeito foi localizado no próprio aeroporto, onde estaria circulando à espera de novas vítimas, mesmo após a primeira fase da operação.

Além do mandado de prisão temporária contra “Zóio”, foram cumpridos outros quatro mandados de busca e apreensão em endereços ligados a ele e a outros investigados.

O delegado Luiz Romano, titular da Delegacia Seccional de Guarulhos, afirmou que as investigações continuam para identificar e localizar mais integrantes da quadrilha. Além de extorsão, a polícia apura a participação do grupo em crimes de estelionato e associação criminosa.

As apurações apontam que, mesmo depois da primeira etapa da Operação Rapere — quando a associação criminosa foi identificada e três suspeitos foram presos —, o homem teria voltado a atuar no terminal aeroportuário, em um claro desafio às medidas adotadas pelas autoridades.

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que novas imagens e elementos reunidos durante as diligências embasaram o pedido de prisão e de novas buscas, que foi deferido pela Justiça.

Como funcionava o golpe

A Operação Rapere teve início após a análise de cerca de 30 boletins de ocorrência registrados por passageiros que relataram terem sido vítimas do grupo.

Segundo a Polícia Civil, os criminosos abordavam viajantes nas áreas de desembarque do aeroporto e ofereciam falsas corridas de aplicativo ou de táxi. Com a promessa de facilitar o trajeto e “ajudar” quem chegava cansado de viagem, o grupo convencia as vítimas a aceitar o serviço.

Na hora de pagar, porém, a surpresa: as cobranças seriam muito acima dos valores praticados pelo mercado, chegando a de quatro a dez vezes mais do que o normal, sempre sob clima de intimidação, conforme relato das vítimas.

Imagens às quais a imprensa teve acesso registram uma dessas abordagens. No vídeo, o homem que filma confronta “Zóio” e afirma: “você é clandestino”. Ele também denuncia que o suspeito cobraria valores bem superiores aos dos serviços regulares.

A primeira fase da operação resultou na identificação da associação criminosa e na prisão de três envolvidos. Com a captura de “Zóio”, apontado como líder do esquema, a expectativa é de que mais vítimas procurem a polícia e ajudem a dimensionar o alcance real da quadrilha.


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