Câmara Aprova Urgência para Novo Teto do MEI, mas Proposta Enfrenta Resistência da Equipe Econômica
- CanalNBS

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Projeto que eleva o limite de faturamento para R$ 130 mil avança no Congresso com apoio unânime, transferindo a pressão por responsabilidade fiscal para o Ministério da Fazenda.
O Avanço no Congresso A Câmara dos Deputados aprovou por unanimidade, com 430 votos, o requerimento de urgência para o Projeto de Lei Complementar (PLP) 108/2021. A matéria, originária do Senado, propõe o reajuste do limite de faturamento anual do Microempreendedor Individual (MEI). Com a manobra regimental, o texto pula a fase de análise nas comissões e já pode ser votado diretamente no Plenário na próxima semana.
As Mudanças Propostas O projeto prevê a ampliação do teto atual, congelado em R$ 81 mil, para R$ 130 mil anuais. Além do reajuste financeiro, a proposta traz uma mudança estrutural importante: autoriza que as microempresas contratem até dois funcionários simultâneos, desde que remunerados com um salário mínimo ou o piso salarial da categoria.
O Consenso Político O avanço rápido da pauta reflete um raro alinhamento entre oposição e base aliada no Congresso. A deputada Bia Kicis (PL-DF), autora do requerimento de urgência, argumenta que os índices do Simples Nacional sofrem com uma defasagem inflacionária de mais de 80% desde 2016. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), celebrou a "vontade política" da Casa em priorizar o alívio tributário para os pequenos empresários.
O Dilema do Executivo Apesar da vitória expressiva no painel de votação, o cenário nos bastidores aponta para um embate iminente com o Palácio do Planalto. O líder do governo, deputado José Guimarães (PT-CE), foi categórico ao afirmar que o apoio governista se restringiu apenas à aceleração do trâmite. A aprovação final da lei dependerá de negociações complexas com a equipe econômica.
O Impacto Fiscal e os Próximos Passos A principal preocupação do Ministério da Fazenda reside na potencial queda de arrecadação. A elevação do teto do MEI pode fazer com que milhares de empresas, que hoje recolhem volumes maiores de impostos enquadradas no Simples Nacional, rebaixem de categoria. Esse movimento representa um desafio direto às metas fiscais do governo federal, desenhando um cenário de forte tensão entre a demanda popular e a matemática financeira para as votações dos próximos dias.





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