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Goleiro Bruno: da cadeia ao palanque? Condenado por feminicídio anuncia entrada na política e choca o Brasi

Ex-atleta, em liberdade condicional, revela planos de ser vereador em Ribeirão das Neves e afirma alinhamento com a direita, levantando questionamentos sobre a moralidade e os critérios da política brasileira.


O Brasil se vê diante de um novo e perturbador capítulo na já conturbada trajetória do ex-goleiro Bruno Fernandes de Souza. Condenado pelo brutal assassinato de Elisa Samúdio, mãe de seu filho, Bruno, de 41 anos, anunciou publicamente sua intenção de ingressar na vida política. A revelação, feita em entrevista à rádio Itatia, causou imediata repercussão e levantou uma série de questionamentos sobre os limites da decência e da credibilidade no cenário político nacional.


Atualmente em liberdade condicional e atuando no futebol amador, Bruno tem previsão de concluir o cumprimento de sua pena apenas em 8 de janeiro de 2031. No entanto, sua ambição política parece não esperar. Ele declarou que pretende disputar uma vaga de vereador em Ribeirão das Neves, sua cidade natal, na região metropolitana de Belo Horizonte. O mais alarmante é a afirmação do ex-goleiro sobre seu posicionamento ideológico: "Uma coisa é certa, não tem como não ser de direita", declarou.


A notícia é um verdadeiro soco no estômago da sociedade brasileira, especialmente para as famílias de vítimas de feminicídio e para todos que lutam contra a violência de gênero. O corpo de Elisa Samúdio nunca foi encontrado, e a memória de seu assassinato brutal ainda ecoa na consciência coletiva. A possível candidatura de Bruno levanta uma questão crucial: que mensagem a política brasileira enviará ao permitir que um condenado por um crime tão hediondo ocupe um cargo público?


A entrada de Bruno na política pode abrir um precedente perigoso. Partidos que o acolherem estarão, de certa forma, endossando a ideia de que a popularidade e a capacidade de atrair votos podem se sobrepor à moralidade e à responsabilidade social. Isso pode incentivar outros nomes controversos a buscarem o poder, desvirtuando ainda mais o propósito do serviço público. A pergunta é inevitável: o que um político com esse histórico pode defender? Menos pena para quem comete feminicídio?


O cenário político de Ribeirão das Neves e, por extensão, o Brasil, aguarda para ver qual partido terá a coragem – ou a irresponsabilidade – de abrir as portas para Bruno. A decisão definitiva, segundo ele, ficará para o futuro, mas a movimentação já começou. A sociedade precisa estar atenta e vigilante para não permitir que a busca por votos desvirtue os valores éticos e morais que deveriam pautar a vida pública.


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