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Justiça anula vitória de Ana Castela em processo do cavalo do clipe “Pipoco”

há 11 minutos
2 min de leitura

Decisão do Tribunal de Justiça do Paraná manda reabrir a ação movida pela dona do animal, que contesta o uso do cavalo na gravação do hit sertanejo.

A novela jurídica envolvendo Ana Castela e o cavalo que aparece no clipe do hit “Pipoco” ganhou um novo capítulo. O Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) anulou a sentença que havia dado vitória à cantora, à produtora do vídeo e ao dono do haras em um processo movido pela suposta dona do animal, registrado como “Canastra do Algodoal”.

Segundo a autora da ação, o cavalo foi deixado em um haras do interior do estado apenas para adestramento, sem qualquer autorização para participação em gravações. Ela afirma ter descoberto, depois, que o animal apareceu no clipe de “Pipoco”, que hoje soma mais de 300 milhões de visualizações no YouTube, e decidiu pedir indenização pelo uso não autorizado.

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Em primeira instância, a Justiça havia negado o pedido da dona do cavalo. O juiz entendeu que não estavam suficientemente comprovadas a propriedade do animal e as alegações de uso indevido na produção audiovisual, dando ganho de causa a Ana Castela e aos demais réus. A decisão chegou a ser comemorada nos bastidores como o fim da polêmica.

Inconformada, a autora recorreu ao TJ-PR, que analisou novamente o caso. Os desembargadores apontaram que houve cerceamento de defesa: na avaliação do colegiado, a dona do animal não teve oportunidade plena de produzir todas as provas que pretendia, como ouvir testemunhas e juntar novos documentos para reforçar sua versão dos fatos.

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Diante disso, o Tribunal decidiu anular a sentença favorável a Ana Castela e determinou que o processo volte à fase de instrução, para que as provas sejam complementadas e o caso seja reavaliado. Na prática, a vitória inicial da cantora e dos demais réus deixa de existir, e a ação retorna quase ao ponto de partida.

É importante destacar que o TJ-PR não declarou que a dona do cavalo está certa nem que a cantora está errada. A decisão apenas reconhece que o processo foi decidido de forma prematura e precisa ser melhor instruído antes de um novo julgamento.

Especialistas em direito consultados por veículos jurídicos e de entretenimento avaliam que o caso pode se tornar um precedente importante para produções audiovisuais que utilizam animais, propriedades ou bens de terceiros. A discussão vai além da fofoca: envolve direito de imagem, responsabilidade de produtores e donos de locações e os cuidados necessários para evitar ações judiciais em projetos que podem alcançar milhões de pessoas.

Enquanto o processo é retomado na Justiça do Paraná, o público segue dividido: há quem veja a ação como legítima defesa de direitos e quem enxergue exagero motivado pelo enorme sucesso de “Pipoco”. O desfecho dessa disputa ainda pode render muitos capítulos — dentro e fora dos tribunais.



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