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Lula critica decisão contra canal de Janones, mas corregedor do TSE libera rede horas depois

há 3 horas
2 min de leitura

Presidente afirmou desconfiar da Justiça Eleitoral durante ato na Avenida Paulista; decisão que havia suspendido canal pró-Lula foi posteriormente derrubada



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou neste domingo (11) a decisão do ministro Kassio Nunes Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que havia determinado a suspensão do canal “Exército do Lula”, mantido pelo deputado federal André Janones (Rede-MG).

Durante um ato político na Avenida Paulista, em São Paulo, Lula afirmou que não considera adequado o comportamento do presidente do TSE e disse desconfiar de decisões recentes da Justiça Eleitoral que, segundo ele, atingiriam sua candidatura.

“Não vamos aceitar intromissão indevida da Justiça Eleitoral”, declarou o presidente. Lula também afirmou que os advogados de sua campanha devem pedir explicações ao tribunal sobre o que classificou como decisões tendenciosas.

O canal de Janones reunia mais de 3 milhões de seguidores. Após a suspensão, o deputado criticou a medida e anunciou a criação de uma nova estrutura de comunicação pelo Instagram.

Janones acusou a decisão de representar uma tentativa de silenciar apoiadores do presidente e afirmou que continuaria divulgando conteúdos políticos por outras plataformas.

A campanha de Flávio Bolsonaro, que havia recorrido ao TSE, classificou a decisão inicial como uma vitória contra a disseminação de notícias falsas. A equipe do candidato alegou que o canal divulgava informações falsas sobre propostas atribuídas a Flávio, incluindo mudanças em aposentadorias, no Benefício de Prestação Continuada (BPC) e no Bolsa Família.

Os representantes de Flávio também afirmaram ter apresentado mensagens, vídeos e áudios nos quais Janones orientaria seguidores a compartilhar publicações em massa para ampliar o alcance dos conteúdos.

A decisão de Kassio Nunes Marques havia sido tomada antes da análise de um pedido de esclarecimentos apresentado pelo corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva.

No fim da tarde deste domingo, porém, Cueva derrubou a suspensão e determinou a liberação do canal pró-Lula. A reviravolta ampliou o conflito público entre ministros do TSE e elevou a tensão política em torno do uso das redes sociais nas eleições de 2026.

O episódio reacendeu o debate sobre os limites da atuação da Justiça Eleitoral no combate à desinformação e sobre o equilíbrio entre liberdade de expressão, propaganda política e responsabilidade pelo conteúdo publicado na internet.

Canal NBS e deixe sua opinião sobre a decisão nos comentários.

Lula, TSE, André Janones, Flávio Bolsonaro, eleições 2026

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