Lula pede mobilização de eleitores em ato na Avenida Paulista
Presidente defendeu diálogo com quem não votou no primeiro turno e destacou propostas para um eventual novo mandato
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, neste domingo (11), de um ato de campanha na Avenida Paulista, em São Paulo. A manifestação reuniu apoiadores, lideranças políticas e entidades ligadas à educação, à ciência e à tecnologia.
Durante o discurso, Lula pediu que seus eleitores conversem com pessoas que não compareceram às urnas no primeiro turno das eleições de 2026. Segundo ele, é necessário convencer esses eleitores a participar da segunda etapa da votação.
“Temos a obrigação de conversar com as pessoas”, afirmou o presidente, ao citar o número elevado de abstenções registrado no primeiro turno.
O ato ocupou vários quarteirões da Avenida Paulista, com concentração nas proximidades do Museu de Arte de São Paulo (Masp). A mobilização teve forte participação de jovens e foi organizada com apoio de entidades estudantis e representantes dos setores de educação, ciência e tecnologia.
Na Paulista, Lula pede que eleitores convençam quem não foi votar | G1
Entre os participantes estavam o vice-presidente Geraldo Alckmin, a ex-ministra Marina Silva, o ministro Guilherme Boulos e governadores reeleitos do Partido dos Trabalhadores no Nordeste.
As entidades responsáveis pelo evento divulgaram uma carta em defesa do financiamento público da educação e da pesquisa, da valorização de professores e cientistas e da autonomia universitária.
Lula também criticou o ex-presidente Jair Bolsonaro pela condução do governo durante a pandemia de Covid-19. Em seu discurso, afirmou que a gestão federal da época teria ignorado recomendações da ciência e da medicina.
Ao falar sobre um eventual próximo mandato, o presidente destacou propostas relacionadas à inteligência artificial, à indústria digital, à transição energética e à segurança pública.
Escala 6x1 e segurança pública
Antes do ato, Lula comentou a expectativa de votação no Congresso Nacional da proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6x1. Segundo ele, a análise da matéria está prevista para quarta-feira (14).
O presidente afirmou que os partidos de oposição deverão deixar claro se são favoráveis à ampliação dos dias de descanso dos trabalhadores. Também declarou que o Partido Liberal precisará se posicionar sobre o tema.
Lula mencionou ainda a PEC da Segurança Pública, que prevê a definição das responsabilidades da União e dos municípios no combate ao crime organizado.
Decisão sobre canal de WhatsApp
O presidente também criticou a decisão do ministro Nunes Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que havia determinado a suspensão de um canal de WhatsApp utilizado para distribuir conteúdos de campanha.
Lula classificou a medida como inadequada e afirmou que os advogados de sua candidatura pediriam explicações à Justiça Eleitoral.
Mais tarde, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, suspendeu a determinação e autorizou novamente o funcionamento do canal. A decisão ainda deverá ser analisada pelo plenário do TSE.
Atos em outras cidades
Além de São Paulo, manifestações de apoio a Lula foram realizadas em cidades como Campinas, Belo Horizonte, Juiz de Fora, Florianópolis e Recife.
Em algumas localidades, os participantes organizaram caminhadas, bandeiraços e atos em defesa da democracia. As mobilizações ocorreram em diferentes horários e regiões centrais dos municípios.
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Obs.: Fontes pesquisadas: G1 e UOL.
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