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PF aponta repasse de R$14,2 milhões de fundo ligado a Refit para empresa da família de Ciro Nogueira

TRANSAÇÃO DE 2024 ENTRE ATENA REAL STATE E EMPRESA FAMILIAR DO SENADOR ENTROU NO RADAR DA OPERAÇÃO “SEM REFINO”, QUE INVESTIGA FRAUDES FISCAIS E LEVA O CASO AO STF; DEFESA ALEGA VENDA REGULAR DE TERRENO EM TERESINA


A Polícia Federal informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) ter identificado um repasse de R$ 14,2 milhões, realizado em 2024, de um fundo ligado ao grupo Refit para uma empresa da família do senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente do partido Progressistas. A operação financeira passou a integrar o escopo da operação “Sem Refino”, que apura um esquema bilionário de fraudes fiscais e corrupção envolvendo o setor de combustíveis.

De acordo com relatório encaminhado ao STF, o pagamento foi feito pela empresa Atena Real State Ltda. para a Ciro Nogueira Agropecuária e Imóveis Ltda., ligada à família do senador. O grupo Refit, controlado pelo empresário Ricardo Magro, é apontado pelas investigações como um dos maiores devedores de impostos do país. Magro é considerado foragido internacional e é alvo de difusão da Interpol.

A defesa de Ciro Nogueira afirmou que o valor se refere à venda regular de um terreno de 40 hectares em Teresina (PI), onde estaria prevista a construção de uma distribuidora de combustíveis. Segundo o senador, a operação foi devidamente declarada aos órgãos competentes. A assessoria ainda ressalta que ele detém menos de 1% de participação na empresa familiar envolvida na transação.

Embora Ciro Nogueira não seja formalmente alvo da operação “Sem Refino”, a Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão contra um ex-assessor ligado ao parlamentar, no contexto das investigações. Com a remessa das informações ao STF, caberá à Corte avaliar os próximos passos e eventuais desdobramentos do caso em nível criminal e institucional.

O procedimento aprofunda o escrutínio sobre negócios privados envolvendo grupos com elevado passivo tributário e agentes políticos com forte influência em Brasília. As apurações seguem sob sigilo, e novas diligências não estão descartadas.


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