Terremoto na Colômbia deixa 175 mortos e expõe fragilidade das cidades em área sísmica
- CanalNBS

- há 2 horas
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Abalos de magnitude 7,4 atingem região oeste do país, devastam Cali, Pereira e outras localidades e levantam dúvidas sobre preparação urbana e segurança em zonas de risco.
Um terremoto de magnitude 7,4 atingiu a Colômbia e deixou ao menos 175 mortos, em um dos episódios sísmicos mais graves dos últimos anos no país. O tremor, registrado na região oeste, afetou especialmente cidades como Cali, Pereira, Manizales e áreas do departamento de Chocó, provocando desabamentos, colapso de serviços essenciais e um cenário descrito por moradores como de “pânico generalizado”.
De acordo com autoridades locais, Cali concentra a maior parte das vítimas, com dezenas de prédios parcialmente ou totalmente destruídos e quase mil feridos. Em alguns bairros, moradores passaram a noite nas ruas por medo de novos abalos e pela falta de condições de segurança em edifícios comprometidos. Em Pereira, capital do departamento de Risaralda, quarteirões residenciais inteiros foram reduzidos a escombros de concreto e aço, enquanto na região de Chocó pequenos povoados relatam casas simples totalmente ao chão.
Um dos pontos mais críticos foi registrado em um hospital de Cali, onde andares superiores, destinados ao atendimento pediátrico, cederam após o tremor. Pacientes e profissionais ficaram presos, e dezenas de pessoas tiveram de ser atendidas em plena rua, em meio a destroços. Em Pereira, imagens que circulam nas redes sociais mostram o aeroporto local balançando durante o abalo, com partes do teto desabando e passageiros tentando se proteger às pressas.
A resposta emergencial mobilizou policiais, militares, equipes de resgate e voluntários, que trabalharam durante a madrugada na busca por sobreviventes. Em muitos pontos, o trabalho ainda é manual, com escavação feita com ferramentas simples e até com as mãos, diante da urgência em retirar pessoas soterradas. Autoridades alertam que o número de mortos pode aumentar à medida que novas áreas sejam vistoriadas e os escombros removidos.
O terremoto, já classificado como um dos mais fortes a atingir a Colômbia em décadas, recoloca em debate a preparação das cidades latino-americanas que se encontram em áreas de risco sísmico. Embora o fenômeno seja natural, a extensão dos danos e a quantidade de estruturas que ruíram reacendem questionamentos sobre normas de construção, fiscalização, planejamento urbano e investimentos em prevenção.
Especialistas ouvidos pela imprensa internacional destacam que, em regiões onde o risco de tremores é conhecido há anos, a prioridade deveria ser reforçar edificações estratégicas — como hospitais, escolas e aeroportos — para que continuem operando em situações de emergência. Quando essas estruturas falham justamente no momento em que são mais necessárias, o impacto humano e social tende a ser ainda maior.
No Brasil e em outros países da América Latina, o episódio na Colômbia serve como alerta. Em um cenário de avanços tecnológicos e acesso mais amplo a dados e sistemas de monitoramento, permanece a discussão sobre até que ponto as cidades estão realmente preparadas para enfrentar eventos extremos — e se tragédias como essa serão tratadas apenas como fatalidade ou como um ponto de virada na forma de planejar e construir em áreas de risco.




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