Bolsonaro adota 'Plano Vacina' para tentar estancar perda de popularidade
A postura pró-vacina do presidente, no entanto, não tem convencido nem mesmo deputados da base aliada

© Getty Images POR FOLHAPRESS Com a adoção de uma retórica pró-vacina, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) deu início a ofensiva política para tentar estancar perda de popularidade causada pelo aumento do número de mortes e pela tímida evolução na imunização contra o coronavírus.
A tentativa de reação do presidente a um desgaste de imagem foi apelidado no Palácio do Planalto de Plano Vacina. Ela envolve tanto publicações nas redes sociais para mostrar o esforço da gestão federal na compra de imunizantes quanto a gravação de vídeos sobre investimentos no setor da saúde.
Segundo relatos feitos à reportagem, o Ministério da Saúde repassou ao Palácio uma prestação de contas do que foi feito até o momento no combate à doença. A proposta é que as medidas sejam exploradas na tentativa de rebater a crítica de que o presidente tem falhado no combate à doença.
O plano prevê ainda que Bolsonaro reduza as frentes de tensão criadas por ele desde o início da pandemia, o que, na avaliação de assessores presidenciais, diminuiu o apoio a ele nas redes sociais e impactou em sua aprovação em pesquisas de opinião.
Apesar de não ter abandonado a defesa de medicamentos sem eficácia e as críticas a prefeitos e governadores pelas medidas restritivas, o presidente incorporou um personagem que tem a vacina como prioridade, deixando para trás a campanha anti-imunização que protagonizava.
A estratégia, que começou a ser delineada na semana passada, foi explicitada nesta segunda (8). Na tentativa de rebater desgaste causado pela recusa no ano passado de vacinas da Pfizer, o Palácio do Planalto entrou em contato com a farmacêutica.







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