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Bolsonaro sobre isolamento: “Tem idiotas que até hoje ficam em casa”

17 de mai. de 2021
2 min de leitura

Presidente voltou a criticar medidas adotadas nos estados como forma de conter a propagação do coronavírus

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) chamou de “idiotas” pessoas que cumprem o isolamento social, medida recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e por autoridades sanitárias do mundo todo como forma de conter a disseminação do coronavírus.


A apoiadores reunidos na área externa do Palácio da Alvorada, nesta segunda-feira (17/5), o presidente aproveitou para elogiar produtores rurais por não terem parado durante a pandemia. Ruralistas convocaram um ato de apoio ao governo federal em Brasília no último sábado (15/5).


“O agro realmente não parou. Tem uns idiotas aí… O ‘fique em casa’. Tem alguns idiotas que até hoje ficam em casa. Se o campo tivesse ficado em casa, esse cara tinha morrido de fome, esse idiota tinha morrido de fome. E daí ficam reclamando de tudo. Agora, quem tem salário fixo ou tem uma gorda aposentadoria, aí pode ficar em casa a vida toda, sem problema nenhum”, afirmou.

O presidente da República é crítico de medidas restritivas e também se nega a seguir protocolos recomendados pelas autoridades sanitárias, como o uso de máscaras e o distanciamento social. O mandatário costuma defender medicamentos sem eficácia comprovada no tratamento da Covid.


No mês passado, uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) foi instalada no Senado Federal com o objetivo de investigar as ações e omissões do governo federal no enfrentamento à pandemia e, em especial, no agravamento da crise sanitária no Amazonas com a ausência de oxigênio, além de apurar possíveis irregularidades em repasses federais a estados e municípios.

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Até o momento, o Brasil já perdeu 435.751 vidas para a Covid-19 e computou 15.627.475 casos de contaminação.


No sábado, Bolsonaro passeou a cavalo na área central de Brasília e, de cima de um palanque montado no gramado da Esplanada dos Ministérios, fez um discurso criticando a esquerda e enaltecendo o conservadorismo no Brasil.

Acompanhado de ministros, o presidente não usou máscaras. Ao longo de toda a semana, ele incentivou apoiadores a comparecerem ao ato, que provocou aglomerações na capital federal.


 
 
 

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