Namoro assumido na Globo, Anitta revoltada no Carnaval e processo contra dupla sertaneja agitam o mundo dos famosos
- CanalNBS

- há 22 horas
- 4 min de leitura
No “Ti Contei?”, o repórter Conradinho reúne em um único vídeo o resumo dos principais bafões do dia: o romance de Marcelo Pereira com o dentista voluntário Lourenço Albarello, a crítica de Anitta à nota da Mocidade, o buquê misterioso de Ana Castela, o processo envolvendo Junior Lima e Xororó e o flagra de Jesuíta Barbosa em point de pegação no Rio.
REDAÇÃO
Bonacera, catuchas! O mundo dos famosos não para um segundo e os bastidores da TV, da música e do entretenimento brasileiro ferveram nos últimos dias. Do romance assumido na Globo à revolta de Anitta com o Carnaval, passando por mistério no sertanejo, processo na Justiça e flagra em point de pegação no Rio, o cenário das celebridades mostra mais uma vez que por trás dos holofotes há sempre histórias intensas, humanas e cheias de camadas. A seguir, o NBS reúne os principais episódios que movimentaram a semana, em um panorama completo para quem gosta de entender não só o que aconteceu, mas o contexto de cada situação.
O primeiro destaque é o apresentador Marcelo Pereira, conhecido do público por sua atuação à frente do “É de Casa”, nas manhãs de sábado da TV Globo. Discreto em relação à vida pessoal, ele decidiu assumir publicamente o relacionamento com o dentista e odontopediatra Lourenço Albarello. Mais do que um “novo casal do momento”, a história chama atenção pelo perfil do companheiro: Lourenço atua como voluntário, atendendo crianças em situação de vulnerabilidade, e já havia aparecido em uma reportagem do próprio programa, justamente por esse trabalho social. Segundo o que foi revelado, os dois se conheceram em aplicativos de relacionamento, construíram a relação com calma e hoje vivem um namoro sólido. Para além da curiosidade, o anúncio reforça a importância da representatividade LGBTQIA+ em posições de destaque na TV aberta, ainda marcada por uma trajetória de invisibilidade de afetos não heteronormativos.
Em outra frente, o Carnaval carioca, que tradicionalmente é sinônimo de brilho, festa e celebração, também foi palco de insatisfação e crítica. Anitta, uma das artistas brasileiras de maior projeção internacional, não escondeu o descontentamento com a nota recebida pelo enredo da Mocidade Independente de Padre Miguel. Envolvida com a escola, presente no desfile e parte do elenco de destaques, ela usou as redes sociais para classificar a avaliação como “muita sacanagem”. A fala da cantora reacende uma discussão recorrente nos bastidores da Sapucaí: os critérios de julgamento, a transparência das notas e o abismo, muitas vezes, entre a percepção do público e o resultado oficial. Quando uma figura do peso de Anitta vocaliza essa insatisfação, a crítica ganha outra dimensão e abre espaço para que se debatam, com mais seriedade, as estruturas que sustentam o maior espetáculo a céu aberto do país.
No universo sertanejo, onde a vida pessoal dos artistas costuma ser acompanhada de perto por uma legião de fãs, uma cena simples foi suficiente para movimentar as redes: Ana Castela, um dos grandes fenômenos recentes do gênero, surgiu exibindo um buquê de flores enviado por um sertanejo famoso. A cantora agradeceu o gesto, mas optou por não revelar o nome do remetente, o que naturalmente alimentou o mistério. Em tempos de shipps, teorias e romances acompanhados quase em tempo real pelos fãs, o silêncio proposital acaba se transformando em estratégia espontânea de engajamento: multiplicam-se as apostas, as montagens e as especulações sobre uma possível nova história de amor. Ao mesmo tempo, o episódio dialoga com a fase artística de Ana, que tem explorado um viés mais romântico em parte de seu repertório, reforçando a imagem de “boiadeira” sensível e aberta a novas experiências afetivas.
Se no campo da afetividade há mistério e romantismo, no âmbito jurídico o clima é de tensão e cautela. Junior Lima e Xororó, nomes que fazem parte da história da música brasileira, aparecem em uma ação judicial que discute questões envolvendo direitos ligados à carreira – como uso de nome, imagem ou acordos antigos atrelados ao universo sertanejo. Ainda que nem todos os detalhes estejam totalmente disponíveis, por se tratar de processo em andamento, o simples fato de pai e filho figurarem no polo de uma disputa dessa natureza chama a atenção. É um lembrete de que, por trás da aura de famílias artísticas quase “intocáveis”, existe um mercado competitivo, regido por contratos complexos e, não raro, sujeito a conflitos. O caso também reforça a necessidade de gestão profissional robusta e de segurança jurídica em projetos de longa duração no entretenimento.
Outro episódio que repercutiu fortemente envolveu o ator Jesuíta Barbosa, reconhecido por sua versatilidade e intensidade em papéis na TV e no cinema. Ele foi flagrado em um local de pegação gay no Rio de Janeiro ao lado de um ex-namorado, em clima que muitos interpretaram como de reaproximação. Jesuíta, que nunca fez segredo sobre sua sexualidade e fala com naturalidade sobre afetos e relacionamentos, viu sua vida pessoal novamente exposta no noticiário e nas redes sociais. O episódio escancara um dilema frequente na vida de artistas LGBTQIA+: ao mesmo tempo em que sua visibilidade ajuda a quebrar tabus e normalizar diferentes expressões de afeto, a curiosidade sobre sua intimidade segue sendo explorada com intensidade. O caso suscita reflexões sobre limites éticos da cobertura de celebridades e sobre o direito de qualquer pessoa, famosa ou não, viver sua vida amorosa sem ser alvo de julgamentos constantes.
Reunidos, esses acontecimentos mostram um recorte interessante do atual momento da cultura pop e do entretenimento no Brasil. Há avanços em representatividade, mas também ainda muita curiosidade invasiva; há a força de grandes ídolos contestando estruturas tradicionais, como no Carnaval; há o romantismo convertido em narrativa pública no sertanejo; e há, sobretudo, o lembrete de que fama não imuniza ninguém contra conflitos jurídicos, pressões externas e exposição desmedida. Para o público, compreender esse bastidor ajuda a ir além da fofoca superficial, enxergando os movimentos de fundo de uma indústria que influencia comportamentos, discursos e a forma como o país se vê.









Comentários