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Prefeitura invade uma ocupação momento que negociava com membros dos movimentos

7 de mar. de 2022
4 min de leitura

A ocupação Helenira Preta já estava em funcionamento a mais de 7 meses oferecendo apoio a mulheres vítimas de violência, e a ocupação do MLB Jd. Estrela tenta garantie moradia aas mais 200 mulheres desabrigadas vitimas das fortes chuvas em Mauá



CANAL NBS


Durante uma negociação com movimento MLB da ocupação do Jard. Estrela, prefeitura autoriza GCM a invadir ocupação da Helenira Preta do Jard. Primavera


Momento em que a secretaria de governo estava numa mesa de negociação, com um movimento de mulheres do MLB por conta da ocupação do terreno no Jd. Estrela por 200 mulheres desabrigadas e vitimadas pela enchente, na mesma reunião fazia parte representante de outros movimentos de ocupação, a prefeitura ordenava a GCM invadir a casa usada por elas no Jd Primavera


A casa de Ocupação Helenira Preta 2 , do Jd. Primavera uma casa também que estava abandonada de propriedade do estado, que trava briga judicial com a cidade pela posse, que a mais de 7 meses o movimento se ocupou para realizar ações sociais e reuniões de políticas públicas

lutando pelas 3000 vagas de creches que Mauá precisa e na luta pela defesa da violência das mulheres, local onde elas se organizam entre si para reuniões e com várias atividades e trazem apoio a autoestima e o amparo de mulheres a superar as dificuldades enfrentadas tanto pela violência quanto pela vulnerabilidade,

o mesmo movimento a mais tempo se ocupou do antigo e abandonado prédio do Colégio Humberto de Campos hoje Ocupação Manoel Aleixo abrigando também mulheres vítimas de violência e com apoio de advogados e psicólogos segundo Luiza uma das coordenadoras do movimento Olga Benário. um, um centro de referência para mulheres organizados desde 2016 T


Tudo aconteceu neste último sábado dia 05,


Amanda Bispo uma nas coordenadoras do movimento usou as redes sociais, para denunciar o ato desumano do prefeito Marcelo Oliveira que enviou uma equipe da GCM sem nenhum mandato, ou documento oficial a invadir a casa que presta este serviço social,

Mesmo dia em que na cidade era realizado um ato em defesa das mulheres.

Na casa invadida pelos GCM do Jd. Primavera conta Amanda, mora uma caseira com mais cinco crianças


Gabriela Torres também da coordenação da Casa Helenira Preta, em outro vídeo chegou pedir aos apoiadores da causa a somar a resistência, os convidando a irem até o local.

E expressou sua indignação dizendo que esta atitude do prefeito, vai de encontro a uma ditadura militar conta ela.


A caseira e as crianças que estavam no imóvel, dormiram do lado de fora, E neste domingo 06 03 viaturas GCM ficaram de guarda desde de o sábado entre elas uma base móvel impedindo a entrada na casa, e na frente dezenas de mulheres amanheceram após uma noite de resistência faziam protestos para manter o apoio ao movimento, que dispunha segundo membros de uma liminar de suspenção imediata da ação da CGM feita pela defensoria publica da União.


Os fins podem não justificar os meios, mas no mínimo o que espera as mulheres do movimento é uma atenção a altura do que elas representam para nossa sociedade no papel do acolhimento, a estas mães vitimadas e desamparadas.


Papel que compete a prefeitura olhar aos menos favorecidos buscando uma solução de acolhimento e moradia, que até agora não fez.


Tudo na mesma semana, em que. após comentários machistas do Dep. Estatual Mamãe Falei, ganhava repercussão na mídia

Onde estão os diversos discursos solidários, frente a defesa das mulheres? Na pratica a violência acontece de formas diferentes


COMENTARIOS E OPINIÕES NILTON SANTOS


Qual o discurso no próximo dia 08 de março dia internacional da mulher, que o prefeito Marcelo Oliveira fará nas atividades de homenagens as mulheres,

Será que ele dirá que mandou a GCM as retirar de uma casa de apoio a mulheres vítimas de violência doméstica?


Não seria mais prudente e humano, o prefeito Marcelo Oliveira tentar um acordo, de parceria com este movimento na tentativa de buscar uma viabilidade de comprometimento com a causa e não as enfrentar como inimigas?


Repetimos os fins não justifica os meios, mas ao ver as estatísticas, qualquer causa nobre, frente a defesa das mulheres precisa ser estudada de forma racional.


Segundo o movimento o presidente e pré-candidato à presidência da República da Unidade Popular pelo Socialismo, Leonardo Péricles, está vindo para Mauá apoiar a luta dos movimentos sociais e das ocupações na cidade.


Violência contra mulheres


O Brasil é o 5º país do mundo em que mais assassina mulheres.

uma em cada 4 mulheres foi vítima de violência em nosso país.

Durante a pandemia, 8 mulheres foram agredidas por minuto, a maioria por parceiros ou ex-parceiros.


Em 2018 e 2019, uma média de 4 mulheres foram mortas por dia.

A cada hora, 4 meninas menores de 13 anos são estupradas.

No primeiro semestre de 2020, 631 mulheres foram vítimas de feminicídio. A maior parte eram mulheres negras.


No ABC Paulista a violência também aumentou. Segundo o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, a cada 3 horas uma mulher precisa de medida protetiva de urgência pois corre risco de morte ou à integridade física.


E cresceu em 73% o número de abusos e estupros de vulneráveis.

Nacional e regionalmente, as políticas existentes para o enfrentamento da violência contra as mulheres são insuficientes.


E com certeza, continuará ficando somente no discurso bonito, pois na pratica, a realidade é como mostra esta matéria, infelizmente A mulher fica sem voz, e à mercê da sua própria sorte,

Em verdade não haveria motivos de ocupação se o poder publico nas diversas esferas respeitassem a constituição que diz que todos tem direito a moradia, e sobraria verba para todos os projetos se não fosse os grande roubos dos cofres públicos.

Repórter Nilton Santos para o Canal NBS





 
 
 

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