Prefeituras de 7 cidades do ABC pressionam governo de SP para flexibilizar quarentena.
Prefeitos e representantes foram neste sábado (30) à sede do governo paulista para entregar pedido a membros das secretarias estaduais. Decisão sobre mudança ou não da classificação das cidades será divulgada na quarta (3).

Reprodução G1
Estado vai avaliar na terça pedido das cidades do ABC de flexibilizar a quarentena
Prefeitos e representantes de sete cidades do ABC paulista foram neste sábado (30) à capital para pressionar o governo de São Paulo para flexibilizar a quarentena em seus municípios a partir de segunda-feira (1º) durante a pandemia de coronavírus.
Eles foram até a sede do governo nesta manhã para entregar documentos a membros das secretarias estaduais. A decisão do Estado sobre a mudança ou não, porém, só será divulgada na quarta-feira (3), após análise dos pedidos na terça (2). Ao menos 62 cidades paulistas estão proibidas de flexibilizar o isolamento social porque estão na fase vermelha, de alerta máximo para a Covid-19. O objetivo do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC é de que a pasta reveja a classificação que deu para Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra no Plano São Paulo. Essas cidades estão atualmente na fase vermelha, ou seja, sem possibilidades de retomada das atividades econômicas suspensas. Mas elas querem, no entanto, que sejam reclassificadas para a fase laranja, que permite a flexibilização da quarentena, com a reabertura gradual e parcial do comércio não essencial. Os principais critérios para classificação das cidades é a relação do número de leitos hospitalares disponíveis com o número de infectados pela doença.
“Os prefeitos vão apresentar as propostas ao Governo do Estado, que deve dar uma resposta aos municípios na próxima semana. Nosso objetivo é que a região tenha tratamento idêntico ao da capital no plano de enfrentamento da pandemia do novo coronavírus”, afirmou Maranhão o presidente do Consórcio ABC e prefeito de Rio Grande da Serra, Gabriel Maranhão.
O plano de prorrogação da quarentena obrigatória com flexibilização progressiva a partir de 1º de junho foi anunciado pelo governo do Estado na quarta-feira (27) e prevê cinco etapas. Ele divide as regiões do estado por cores, de acordo com critérios definidos pela secretaria estadual da Saúde e pelo Comitê de Contingência do Coronavírus.
"Os municípios trouxeram aqui um pleito, colocando uma série de dados importantes sobre leitos, sobre o trabalho que eles têm feito nos municípios, sobre o avanço no combate ao coronavírus. E esses indicadores vão ser adicionados para avaliação que faremos na próxima terça [2]. Todas as terças-feiras o governo do Estado faz essa aferição e divulga na quarta-feira pelo governador João Doria [PSDB]", disse o secretário de Desenvolvimento Regional do Estado, Marco Vinholi. "É possível que tenha alteração em todas as regiões do estado. E essa é a métrica estabelecida pelo governo. Tanto para flexibilização, avançando em novas fases, quanto para endurecimento, recuando em fases quando a pandemia avança ou a capacidade hospitalar é estressada", afirmou Vinholi.
Nesta classificação, a capital paulista foi considerada como em fase de controle (laranja), ou seja, município que está em fase de atenção para eventuais liberações.
Segundo o Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, as prefeituras da região pleiteiam o mesmo tratamento dado à capital e já têm em andamento a formalização de planos para uma reabertura gradual e cuidadosa.
Na fase laranja o governo permite, com restrições, a reabertura de alguns setores da economia a partir do dia 1º de junho, desde que aprovado pela Prefeitura do município, são eles:
Atividades imobiliárias
Escritórios
Concessionárias
Comércio
Shopping Center
O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), disse na quinta-feira (28) que a abertura gradativa de alguns setores da economia na cidade só será permitida após envio de protocolo e aprovação da vigilância sanitária da gestão municipal.





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