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Racha na música: unfollow de Pabllo Vittar e Gloria Groove expõe lado político de Ana Castela

Aproximação da sertaneja com a direita, simbolizada pela foto com o “22”, provoca reação de duas estrelas do pop ligadas à defesa da comunidade LGBTQIA+ e escancara um racha entre mundos sertanejo e pop.


Desde que Ana Castela apareceu em uma foto ao lado do deputado Nikolas Ferreira, fazendo com as mãos o gesto “22”, a música brasileira entrou em um novo capítulo de tensão entre arte e política. O registro, ocorrido nos bastidores de um show sertanejo, foi rapidamente interpretado por internautas como um sinal de apoio da cantora à direita, acendendo um alerta entre fãs mais ligados às pautas de diversidade.

O episódio ganhou ainda mais peso quando o clima político ultrapassou a esfera dos comentários e chegou ao botão “seguir” do Instagram. Pabllo Vittar e Gloria Groove, dois dos maiores nomes do pop nacional e referências na defesa da comunidade LGBTQIA+, deixaram de seguir Ana Castela na rede social. O unfollow, em um cenário de alta exposição digital, foi lido como um recado direto: há um limite para a aproximação com figuras associadas a discursos contrários às minorias.

Nas redes, a divisão ficou evidente. De um lado, fãs de Ana Castela defendem o direito da cantora a suas posições e minimizam a foto, tratando o registro como um gesto pontual. Do outro, seguidores de Pabllo Vittar e Gloria Groove comemoram o afastamento, enxergando o unfollow como coerência com a trajetória de artistas que sempre se posicionaram em favor da comunidade LGBTQIA+ e contra figuras conservadoras.

O resultado é um racha simbólico entre dois universos que vinham se encontrando com frequência: o sertanejo, muito forte em públicos mais tradicionais e hoje cada vez mais associado à direita; e o pop, que se consolidou como porta‑voz de diversidade e pautas progressistas. Mais do que uma briga entre fãs, o caso levanta a pergunta sobre até onde a política deve entrar no palco e nos bastidores da música brasileira.

Especialistas em imagem pública apontam que situações como essa tendem a impactar parcerias futuras, convites para festivais e campanhas publicitárias, já que marcas e produtores estão atentos à reação do público. Ao mesmo tempo, o episódio reforça que, em tempos de redes sociais e polarização, uma foto, um gesto ou um unfollow podem ser suficientes para redefinir relações, dividir audiências e marcar de vez um lado em pleno “racha na música” nacional.


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