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Lazer vira pesadelo: intoxicação em piscina de clube irregular deixa vítimas em SP

Caso em área de lazer que funcionava sem alvará expõe riscos do uso inadequado de produtos químicos em piscinas e levanta dúvidas sobre a fiscalização


Um dia de lazer em família terminou em tragédia na Zona Leste de São Paulo, após um caso de provável intoxicação em piscina que deixou uma mulher morta e outras pessoas hospitalizadas. O episódio aconteceu em um espaço de lazer que, segundo as autoridades, funcionava sem alvará e sem a regularização necessária para receber o público.


A vítima foi identificada como Juliana Faustino, de 28 anos. Ela não resistiu após passar mal durante o banho de piscina. Outras quatro pessoas também apresentaram sintomas de intoxicação, entre elas o marido de Juliana, que permanece internado em estado crítico. Os demais seguem hospitalizados e em observação médica.


Testemunhas relataram que as vítimas começaram a sentir mal‑estar logo após entrar na piscina. Sintomas como dificuldade para respirar, tontura, náusea e irritação nos olhos chamaram atenção e levaram ao acionamento rápido do socorro. Equipes do Corpo de Bombeiros e do serviço de atendimento de urgência foram até o local e realizaram os primeiros atendimentos ainda na área de lazer, antes da remoção aos hospitais da região.


A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar as circunstâncias do caso. Peritos recolheram amostras da água da piscina e de produtos químicos encontrados no imóvel. Os laudos vão indicar quais substâncias foram utilizadas, em que concentrações e se houve manuseio inadequado capaz de gerar gases tóxicos ou contaminação da água em níveis perigosos para a saúde humana.


O funcionamento irregular do clube é um dos principais pontos em investigação. Sem alvará, o estabelecimento não passava pelo processo formal de licenciamento, que inclui vistoria técnica, checagem de itens de segurança e verificação das condições mínimas para receber frequentadores. A falta desses controles pode ter contribuído diretamente para o desfecho trágico.


Especialistas em tratamento de água alertam que o uso de produtos químicos em piscinas exige conhecimento técnico, dosagem correta e respeito rigoroso às orientações dos fabricantes. O excesso de substâncias, a mistura inadequada ou a aplicação sem ventilação adequada podem provocar a formação de vapores tóxicos e elevar a concentração de agentes irritantes ou corrosivos na água.


Do ponto de vista jurídico, os responsáveis pelo estabelecimento podem responder por diferentes crimes, caso fique comprovado que a falta de autorização, a ausência de controle técnico e eventuais negligências tiveram relação direta com a morte de Juliana e com a intoxicação das demais vítimas. O caso também reacende o debate sobre a eficácia da fiscalização de clubes, chácaras e espaços de lazer que oferecem piscinas ao público.


Enquanto a investigação segue e os laudos periciais não são concluídos, o episódio serve de alerta para frequentadores e autoridades: ambientes que deveriam proporcionar descanso e diversão podem se transformar em cenário de tragédia quando normas de segurança, regulamentação e responsabilidade técnica são ignoradas.


As autoridades seguem acompanhando o estado de saúde das vítimas internadas e os desdobramentos do inquérito que tenta esclarecer, em detalhes, como um simples dia de lazer em uma piscina terminou com uma família destruída e uma morte em circunstâncias que poderiam ter sido evitadas.


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