Relatório do TSE aponta doações em nome de eleitor morto na campanha de Bolsonaro em 2022
- CanalNBS

- há 1 dia
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Documento técnico da Corte identifica “doadores fantasmas”, recomenda devolução de R$ 94 mil ao Tesouro Nacional e destaca caso de CPF de homem morto desde 2018 que aparece com cinco doações na eleição presidencial.
Um relatório técnico do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontou a existência de doações registradas em nome de um eleitor já falecido na campanha de Jair Bolsonaro à Presidência da República em 2022. O documento, revelado pelo portal Agora Alagoas, foi encaminhado ao ministro Antonio Carlos Ferreira, relator da prestação de contas da chapa Bolsonaro–Braga Netto.
De acordo com o relatório, os analistas da Corte identificaram irregularidades em parte das receitas declaradas pela campanha. A área técnica recomenda que cerca de R$ 94 mil sejam devolvidos ao Tesouro Nacional por inconsistências encontradas nas movimentações financeiras.
Dentro desse valor, chama a atenção o caso de um doador identificado como Damião de Araújo Silva. Segundo o documento, o CPF de Damião aparece como responsável por cinco doações realizadas após o primeiro turno das eleições de 2022. As transferências foram feitas no valor de R$ 1.022 cada, somando R$ 6.132.
Ainda conforme o relatório, a situação cadastral do CPF de Damião de Araújo Silva na Receita Federal consta como “cancelada por óbito sem espólio” desde 2018. Isso significa que, oficialmente, o registro do contribuinte está marcado como morto anos antes da disputa presidencial de 2022 e sem espólio aberto em seu nome.
O documento registra também a versão apresentada por um dos filhos de Damião. Ele afirmou que o pai era apoiador de Jair Bolsonaro e que as doações teriam sido feitas pela família como uma forma de homenagem póstuma, utilizando recursos do patrimônio deixado pelo falecido.
Apesar dessa explicação, a área técnica do TSE classificou o caso como exemplo de “doador fantasma” e manteve a recomendação de devolução dos valores associados ao CPF de Damião, além de outras correções nas contas da campanha.
O relatório agora será analisado pelo ministro Antonio Carlos Ferreira, responsável por elaborar o voto sobre a prestação de contas da chapa presidencial. Ainda não há decisão final do TSE sobre o caso nem sobre eventuais consequências adicionais para a campanha de Jair Bolsonaro.









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